O Halloween

No dia 31 de outubro é comemorado Halloween, uma festividade famosa em muitos países. Aqui no Brasil, chamamos de dias das Bruxas. Nessa festa, as crianças usam fantasias e saem batendo nas portas de vizinhos pedindo doces e guloseimas. O dia é marcado pela temática de terror, com as clássicas abóboras iluminadas, fantasias de monstros, morcegos e teias de aranhas espalhadas decorando as casas. A brincadeira é muito divertida, mas no Halloween também é o momento para incentivar a conscientização sobre o bullying!

Contudo, cria-se também uma oportunidade para realizar bullying. A temática do Halloween pode levar algumas pessoas a realizarem piadas de mau gosto acerca de deformidades faciais de crianças e adultos, sejam leves ou mais graves. Me refiro a deformidades congênitas ou adquiridas:

• Deformidades de orelhas como orelha de elfo (Stahl), microtia ou anotia.
• Síndromes craniofaciais como a síndrome de Treacher Collins, exemplificada no filme “extraordinário”.
• Cicatrizes e deformidades de face secundárias a traumas, como atropelamentos ou mordeduras animais.
• Neurofibromatose.
• Nevus Congênitos.
• Anomalias vasculares, como malformações arteriovenosas.
• Fissuras labiopalatinas (lábio leporino).
• Entre outras.

O aumento de exposição das mídias sociais, especialmente com compartilhamento de fotos do tipo selfies, pode incitar bullying virtual, expandindo essa ocorrência.

O objetivo desse texto não é recomendar o afastamento dos pacientes com deformidades craniofaciais. Pelo contrário, devemos estimular o convívio saudável, conscientizando crianças e adultos a terem respeito por essas pessoas e proibir qualquer tipo de preconceito e discriminação. A brincadeira só é divertida quando há respeito!

Boa comemoração a todos. Já abasteci o consultório com balas e guloseimas, já estou preparado para não sofrer travessuras!