As dores das mamas pesadas

Nosso corpo é único! Mesmo gêmeos univitelinos apresentam diferenças entre si. As mamas são talvez uma das partes mais variáveis do nosso corpo. Elas variam em posição no tórax, volume, tipo de aréola (bico) e o quanto ela está sustentada ou se são pesadas. E dores nelas não é normal.

Algumas mulheres apresentam um desenvolvimento mamário excessivo, o que chamamos de hipertrofia mamária. Existem diversas causas, sendo as mais frequentes de origem genética, alterações hormonais ou obesidade. O aumento pode ser pequeno (casos leves e moderados) ou muito significativo (grandes, gigantomastia).

O maior peso da mama acaba gerando sinais e sintomas bem específicos e mais severos quanto maior for o volume da mama.

• Dores nas costas por sobrecarga mecânica da coluna vertebral.
• Sensação de peso excessivo.
• Dores nos ombros causados pela alça do sutiã.
• Dificuldade em usar sutiã, por não conseguir acomodar a mama.
• Constrangimento social para utilizar decote ou biquíni.
• Dificuldade em realizar exercícios físicos, como corrida.
• Dermatite na dobra da mama (sulco infra mamário).
• Baixa autoestima, impactando nas relações afetivas.

Como é o tratamento?

O tratamento da hipertrofia mamária é cirúrgico, através de um procedimento denominado mamoplastia redutora. O principal objetivo é reduzir o volume da glândula mamária e subir a mama, já que a maioria das mulheres possuem as mamas mais caídas, o que chamamos de ptose mamária. O procedimento dura cerca de 3 horas. Realizo com um bloqueio local e sedação, sem necessidade de anestesia geral. A paciente dorme o procedimento inteiro e acorda sem dor. Recebe alta no mesmo dia.

O convênio pode cobrir a cirurgia das mamas?

Sim, existe essa possibilidade. A hipertrofia mamária é reconhecida como uma patologia, inclusive com um código diagnóstico específico – CID 10 N62. Além disso, o procedimento para sua correção possui um código TUSS próprio, reconhecido pela Agência Nacional de Saúde (ANS).

Assim, as operadoras de saúde têm a responsabilidade de cobertura do procedimento, desde que seja comprovado que a paciente possui hipertrofia mamária e que há repercussão física e psicológica.

Quais são os cuidados pós-operatórios? Como é a recuperação?

A paciente recebe alta no mesmo dia. A recuperação é muito boa, sentido apenas leves incômodos, bem controlados com analgésicos comuns. A principal restrição é para não levantar os braços ou pegar pesos por 2 semanas. A paciente pode continuar a trabalhar, realizar o seus afazeres domésticos e até realizar exercícios físicos que não envolvam os membros superiores ou que balancem as mamas, como a bicicleta de academia. Após 2 semanas, o retorno é gradual a todas as atividades cotidianas, mantem o uso do sutiã cirúrgico por 2 meses.

Somente quem possui hipertrofia mamária sabe o quanto é impactante na sua qualidade de vida. Procure um profissional que entenda a sua necessidade e que busque a solução junto com outros profissionais, conforme a necessidade: especialista em coluna, fisioterapeuta, preparador físico e até endocrinologista.

Tenho profissionais de confiança nessa área. Agende sua consulta para avaliarmos o que será necessário para tratar o seu caso!