O reparo pode ser mais simples do que você imagina.
O furo do brinco pode aumentar aos poucos. Primeiro, o brinco fica mais baixo. Depois, começa a inclinar, perde sustentação e pode até cair. Em casos mais avançados, o lóbulo rasga completamente.
Esse tipo de alteração pode ser tratado com a lobuloplastia, procedimento realizado para corrigir diferentes deformidades do lóbulo da orelha.
Na rotina do Dr. Rafael Zatz, muitos reparos de lóbulo são realizados no próprio consultório, sob anestesia local, e levam cerca de 30 minutos.
Por que isso importa?
Porque muitas mulheres convivem durante anos com algo que interfere diariamente no uso dos brincos sem saber que a correção pode ser muito mais simples do que imaginam.
Trocam a tarraxa.
Escolhem brincos cada vez mais leves.
Colocam micropore atrás da orelha.
Algumas deixam de usar determinados brincos. Outras simplesmente param de usá-los porque o lóbulo já não consegue sustentá-los.
E existe uma frase que escutamos com muita frequência depois do reparo:
“Por que eu não fiz isso antes?”
Clique para saber mais (6 min de leitura)
O que é lobuloplastia?
Lobuloplastia é o nome dado aos procedimentos cirúrgicos realizados para corrigir alterações no lóbulo da orelha.
Existem diferentes motivos para realizá-la. O lóbulo pode ser naturalmente grande, ter um formato que incomoda o paciente, apresentar alterações decorrentes do envelhecimento ou sofrer deformações provocadas por traumas, alargadores e brincos.
Quem quiser entender essas outras possibilidades pode conhecer também os diferentes procedimentos realizados no lóbulo da orelha.
Neste artigo, porém, vamos falar de uma situação muito específica e frequente no consultório do Dr. Rafael Zatz:
o furo do brinco que foi aumentando até perder sustentação ou rasgar completamente o lóbulo.
Por que o furo do brinco vai aumentando?
Eu gosto de explicar esse processo como uma espécie de disputa de forças.
De um lado, temos tudo aquilo que puxa o brinco para baixo.
Do outro, temos a capacidade do próprio lóbulo de resistir a essa força.
Um brinco pesado aumenta continuamente a tração sobre o furo. Brincos compridos também podem enroscar na roupa ou no cabelo e produzir pequenos episódios de tração.
Dormir com determinados brincos pode acrescentar outras forças durante a noite.
Do outro lado dessa equação está o lóbulo.
Sua capacidade de sustentação depende das características do tecido de cada paciente, da quantidade de tecido existente e também da posição em que o furo foi realizado.
Quanto mais próximo da borda inferior estiver o furo, menor pode ser a quantidade de tecido disponível para sustentar o brinco.
Quando, repetidamente, as forças para baixo superam a capacidade de resistência do lóbulo, o furo começa a se modificar.
E isso normalmente não acontece de um dia para o outro.
O lóbulo costuma avisar antes de rasgar
O primeiro sinal pode ser bastante discreto.
O furo parece um pouco mais comprido.
Depois, o brinco começa a ficar mais baixo do que ficava anteriormente.
Em algumas pacientes, ele passa a inclinar para frente. Em outras, a parte anterior do próprio brinco começa a entrar parcialmente no orifício.
Isso significa que a anatomia que sustentava aquela peça está mudando.
Se o processo continuar, resta cada vez menos tecido entre o furo e a borda inferior do lóbulo.
Até que ele pode finalmente se romper.
É o chamado lóbulo fendido, popularmente conhecido como orelha rasgada.
Já temos no site um conteúdo específico sobre orelhas rasgadas e as principais dúvidas sobre lobuloplastia para quem quiser aprofundar esse assunto.
Não é preciso esperar o lóbulo rasgar completamente
Esse talvez seja um dos pontos mais importantes.
Muitas pacientes procuram o consultório apenas quando o lóbulo já está completamente dividido.
Mas existem diferentes graus de alteração.
O furo pode estar apenas alongado.
Pode haver pouco tecido sustentando o brinco.
A peça pode estar progressivamente mais baixa.
Ou o lóbulo pode já estar completamente fendido.
O Dr. Rafael Zatz avalia a anatomia do lóbulo, a posição do furo, a quantidade de tecido remanescente e o tipo de deformidade para definir qual reparo faz sentido naquele caso.
Ou seja:
não é necessário esperar rasgar completamente para procurar uma avaliação.
Quando começam as adaptações
Existe um momento interessante nessa história.
A paciente percebe que algo mudou, mas em vez de tratar o lóbulo começa a adaptar o brinco.
Troca a tarraxa por uma maior.
Coloca algum suporte atrás da orelha.
Usa micropore para tentar manter a peça na posição.
Evita brincos mais pesados.
Depois evita os compridos.
Até que alguns brincos deixam de ser usados completamente.
Já atendemos pacientes que perderam peças porque o furo estava tão alargado que o brinco simplesmente atravessou o lóbulo.
E é justamente aí que um problema anatomicamente pequeno começa a interferir em algo muito cotidiano.
Como é feita a lobuloplastia?
Uma das razões pelas quais algumas mulheres adiam a correção é imaginar que precisarão passar por uma grande cirurgia.
Na rotina do Dr. Rafael Zatz, o reparo de lóbulo é realizado frequentemente no próprio consultório, sob anestesia local.
A aplicação da anestesia provoca alguns segundos de desconforto pela picada e pela infiltração do anestésico.
Depois disso, a região fica anestesiada.
O procedimento é realizado com a paciente acordada e sem dor na região operada.
Na prática, é bastante comum passarmos esse período conversando.
Muitos casos levam aproximadamente 30 minutos, embora o tempo e a técnica dependam naturalmente da alteração encontrada.
Preciso passar em consulta antes?
Na rotina atual do consultório do Dr. Rafael Zatz, muitos casos podem ser avaliados e tratados na mesma ida.
Primeiro, o lóbulo é examinado.
É preciso entender o tipo de alteração, avaliar a pele e os tecidos, conhecer o histórico da paciente e confirmar se existe indicação e segurança para realizar o procedimento.
Estando tudo adequado, o reparo pode ser realizado na sequência.
Para uma paciente que deseja resolver um problema pequeno sem transformar isso em uma longa jornada médica, essa praticidade faz bastante diferença.
Preciso me afastar do trabalho?
Em geral, não há necessidade de afastamento do trabalho, escola ou das atividades habituais que não envolvam esforço físico.
A orientação de rotina é evitar atividade física por aproximadamente dois dias.
Esse período ajuda principalmente a diminuir a possibilidade de sangramento e desconforto na região operada.
Depois disso, a retomada é orientada conforme a evolução de cada paciente.
E os pontos?
Atualmente, o Dr. Rafael Zatz utiliza rotineiramente fios absorvíveis nesses reparos.
Isso evita, em muitos casos, a necessidade daquele retorno realizado exclusivamente para retirar os pontos.
Isso não significa que o acompanhamento deixou de ser importante.
A evolução do lóbulo e principalmente da cicatriz continua sendo acompanhada durante o período pós-procedimento.
Quando posso voltar a usar brinco?
Para muitas pacientes, essa é a pergunta mais importante de todas.
Afinal, frequentemente a lobuloplastia é procurada justamente porque a mulher quer voltar a usar seus brincos normalmente.
Quando existe uma boa cicatrização e os requisitos necessários são preenchidos, em alguns casos é possível planejar o retorno ao brinco por volta de um mês depois do reparo.
Mas existe uma diferença importante:
não basta simplesmente esperar 30 dias e furar novamente.
O lóbulo precisa ser avaliado.
Além disso, a posição do novo furo merece atenção, principalmente porque a localização inadequada pode diminuir a quantidade de tecido disponível para sustentar o brinco.
Quando chegar esse momento, os cuidados com um novo furo de brinco ou piercing também passam a ser importantes.
Como fica a cicatriz da lobuloplastia?
Toda cirurgia deixa uma cicatriz.
Na lobuloplastia, ela fica localizada na região reparada e sua aparência varia de pessoa para pessoa.
Inicialmente, pode ser mais perceptível.
Com o amadurecimento, tende a mudar de aspecto e pode permanecer como um pequeno risco ou uma discreta alteração de cor. Em algumas pessoas com evolução muito favorável, torna-se pouco perceptível.
Por isso, olhar para uma cicatriz muito recente e considerá-la definitiva é um erro.
O amadurecimento continua durante meses.
Cuidados locais, proteção solar e acompanhamento fazem parte desse processo.
Para quem tem preocupação especial com cicatrização, o site também reúne conteúdos específicos sobre cicatrizes e queloides e sobre a evolução dos resultados após procedimentos nas orelhas. Veja como os resultados e cicatrizes mudam com o tempo
Mais do que fechar um rasgo
Do ponto de vista cirúrgico, estamos falando de uma pequena região da orelha.
Do ponto de vista da paciente, nem sempre é uma coisa pequena.
O brinco pode fazer parte da maneira como uma mulher se arruma, se apresenta e constrói sua própria imagem.
Por isso, quando ela deixa de usar determinada peça porque fica torta, cai ou atravessa o lóbulo, existe um impacto cotidiano que não é proporcional ao tamanho da cirurgia necessária para corrigi-lo.
A lobuloplastia reconstrói a anatomia do lóbulo.
Mas, para algumas mulheres, ela também significa voltar a usar algo do qual não gostariam de ter aberto mão.
Talvez seja justamente por isso que uma frase apareça tantas vezes no consultório depois do procedimento:
“Por que eu não fiz isso antes?”
Seu furo está aumentando?
Se o brinco está progressivamente mais baixo, o furo aumentou ou o lóbulo já rasgou completamente, uma avaliação permite entender em qual situação você está e qual reparo seria adequado.
O Dr. Rafael Zatz dedica sua prática ao tratamento das diferentes deformidades das orelhas e realiza a lobuloplastia rotineiramente no consultório.
Você pode conhecer primeiro a nossa página completa sobre Lobuloplastia ou entrar em contato com a equipe para verificar as próximas datas disponíveis para avaliação e procedimento.
Perguntas frequentes 3 min de leitura (clique para ver)
O que é lobuloplastia?
É um procedimento realizado para corrigir alterações do lóbulo da orelha. Entre as indicações estão furos de brincos alongados e lóbulos parcialmente ou completamente rasgados. Veja também a página sobre Lobuloplastia do Dr. Rafael Zatz
Preciso esperar meu lóbulo rasgar completamente?
Não. Um furo progressivamente alongado ou um lóbulo com pouca sustentação também podem ser avaliados antes do rompimento completo.
A lobuloplastia dói?
O procedimento é realizado com anestesia local. A aplicação do anestésico provoca alguns segundos de desconforto; depois que a região está anestesiada, o reparo é realizado sem dor no local.
Quanto tempo demora?
Muitos reparos realizados pelo Dr. Rafael Zatz levam aproximadamente 30 minutos. O tempo pode variar conforme a deformidade e a técnica necessária.
Preciso ir ao hospital?
Os reparos de lóbulo descritos neste artigo são realizados rotineiramente no consultório, sob anestesia local.
Preciso deixar de trabalhar?
Em geral, não. Normalmente não há necessidade de afastamento do trabalho ou escola. A recomendação habitual é evitar atividade física por aproximadamente dois dias.
Preciso retirar os pontos?
Na rotina atual, o Dr. Rafael Zatz utiliza fios absorvíveis em muitos desses reparos, evitando a necessidade de retirada convencional dos pontos. A conduta pode variar conforme o caso.
Quando posso voltar a usar brinco?
Em pacientes com boa evolução, alguns casos permitem planejar um novo furo por volta de um mês após a lobuloplastia. Antes disso, é importante avaliar a cicatrização e planejar adequadamente a posição do novo furo.
Como devo cuidar do novo furo?
Depois da liberação para voltar a usar brincos, higiene, escolha da joia e alguns cuidados locais são importantes. O Dr. Rafael Zatz preparou um guia com 7 cuidados para novos brincos e piercings.
A cicatriz desaparece?
Não é possível prometer que uma cicatriz desaparecerá. Ela tende a amadurecer e ficar menos perceptível ao longo dos meses, mas o resultado varia entre pacientes.
